Energisa Mato Grosso do Sul
O que a Energisa Mato Grosso do Sul exige para homologar um sistema de geração distribuída solar em Mato Grosso do Sul — cada item com a fonte que o sustenta.
- Documentos obrigatórios
- 12
- Opcionais ou condicionais
- 1
- Registro atualizado em
- 15/08/2026
Qualificação da concessionária
É esta a pessoa jurídica que entra na procuração — não a marca. Dados do cadastro de Agentes do Setor Elétrico da ANEEL.
- Razão social
- ENERGISA MATO GROSSO DO SUL - DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A.
- CNPJ
- 15.413.826/0001-50
Documentos obrigatórios
Exigidos em todo processo de solicitação de acesso nesta distribuidora.
ART ou TRT do responsável técnico pelo projeto
Anotação/Termo de Responsabilidade Técnica pelo projeto e instalação.
Certificado de conformidade do inversor ou número de registro ativo da concessão do Inmetro
Exigido explicitamente pela Energisa na relação de documentos da solicitação.
Comprovante de mesma titularidade entre a UC geradora e as UCs recebedoras (autoconsumo remoto)
Exigido pela REN 1.000/2021 para caracterizar autoconsumo remoto (mesmo CPF/CNPJ raiz).
Conta de energia recente da unidade consumidora
Comprova a unidade consumidora e o histórico de consumo.
CPF (pessoa física) ou CNPJ e contrato social (pessoa jurídica) do titular
Comprova a titularidade exigida para participação no SCEE.
Diagrama unifilar do sistema de geração
Exigido em todo formulário de solicitação de acesso ANEEL.
Folha de dados (datasheet) dos equipamentos
Documento exigido junto ao projeto elétrico na abertura da solicitação.
Formulário de Solicitação de Orçamento de Conexão de Microgeração e Minigeração Distribuída (modelo ANEEL) preenchido e assinado
Modelo único nacional: Anexo I da REH ANEEL 3.171/2023, com a redação da REH 3.354/2024. Substituiu os Formulários de Solicitação de Acesso dos Anexos 3.A/3.B/3.C do PRODIST Módulo 3, revogados pela REN ANEEL 1.059/2023. O art. 67, §2º, III da REN 1.000/2021 exige DOIS formulários: este e o de dados da central geradora conforme a fonte (UFV, para fotovoltaica). A distribuidora não pode exigir documentos além dos indicados nos formulários, mas pode pedir as informações complementares do Anexo 3.F do PRODIST (art. 67, §3º).
Formulário de solicitação do anexo da NDU 013 (baixa tensão) ou NDU 015 (média tensão), assinado pelo responsável técnico e/ou titular
O formulário do grupo Energisa fica no anexo da própria norma e é enviado pelo portal de projetos elétricos.
Foto do local de instalação do inversor
Item listado pela Energisa entre os documentos necessários para abrir a solicitação — costuma passar despercebido e gera pendência.
Memorial descritivo da instalação
Descrição técnica do sistema de geração a ser conectado.
RG ou CNH do titular
Identificação do titular da unidade consumidora geradora.
Documentos opcionais ou condicionais
Não são exigidos em todo processo: valem só em parte dos casos — média tensão, faixa de potência ou modalidade — ou não são exigência desta distribuidora. O rótulo ou a descrição de cada item diz qual é o caso.
Requisitos adicionais da NDU 015 (aplicável apenas a conexões em média tensão)
Projetos conectados em média tensão seguem a NDU 015 em vez da NDU 013.
Pontos de atenção
Não são exigências documentais: são padrões de reprovação relatados nesta distribuidora. Cada um traz o rótulo da fonte de onde saiu.
Mato Grosso do Sul: 8,8 kW em monofásico, 17,7 kW em bifásico
Pela Tabela 5 da NDU-013 (v8.0, dez/2024), a Energisa Mato Grosso do Sul atende em 220/127 V e a escada é de três degraus: até 8,8 kW conectando em 127 V com padrão MONOFÁSICO; até 17,7 kW em 220 V com padrão BIFÁSICO OU TRIFÁSICO; acima de 17,7 kW em 220 V só com padrão TRIFÁSICO. A NOTA 2 abaixo das tabelas diz o que acontece ao passar de qualquer um desses valores: "é necessário alterar o tipo do padrão de entrada da UC" — obra com desligamento e prazo, custo do cliente. O degrau dos 17,7 kW é o que mais pega comércio pequeno, onde o padrão bifásico é comum e a conta pede um sistema logo acima disso.
Sistema "grid zero" tem prazo cravado, exigência de fail-safe e dois documentos do fabricante
O item 8.9 da NDU-013 é NOVO na versão 8.0 (incluído em 20/12/2024) e trata dos sistemas sem injeção, os "grid zero". Ele não proíbe — enquadra como microgeração distribuída, desde que fonte solar, potência abaixo de 75 kW e conexão por unidade consumidora — mas cobra prova, e a prova é específica. Prazos: o sistema deve INICIAR a redução de geração em no máximo 1 segundo, e garantir que não haverá injeção em até 15 segundos diante de rejeição parcial ou total da carga. Comportamento: tem que ser "fail-safe" — em perda de comunicação entre quaisquer componentes obrigatórios, ou dano ou falha de qualquer um deles, os inversores reduzem a potência para não injetar, também em até 15 segundos. Documentos: o memorial descritivo precisa descrever a metodologia de limitação de potência, suas configurações e o tempo de resposta para rejeição total de carga; e é preciso enviar DOIS papéis do fabricante — um atestando que o inversor e os demais equipamentos têm a funcionalidade "grid zero", outro declarando qual metodologia usar para ativá-la. Não basta o inversor ter o recurso: é preciso o fabricante dizer por escrito que tem e como liga. E a consequência de errar não é só reprovar: pelas notas do item, injeção indevida é enquadrada como deficiência técnica (arts. 42, 43, 44 e 353 da REN 1.000/2021) e a distribuidora deve SUSPENDER IMEDIATAMENTE o fornecimento quando constatar deficiência técnica que caracterize risco iminente. O cliente fica sem energia, não só sem crédito.
Como ler esta página
Fonte oficial é ANEEL, outro órgão de governo ou a norma técnica publicada pela própria concessionária. Fonte secundária é qualquer outra — notícia do setor, material de fabricante, relato de mercado. Os dois aparecem porque escondê-los seria pior; o rótulo deixa você decidir quanto peso dar a cada um.
A data acima é do nosso registro (15/08/2026), não da norma. Norma técnica de distribuidora muda sem aviso — o link da fonte está em cada item para você conferir a versão vigente antes de protocolar. Esta lista é apoio à decisão, não substitui a análise do engenheiro responsável pelo projeto.
Viu algo errado ou desatualizado? Escreva para a gente.
No LiberaGD essa checklist já vem montada dentro do projeto, e o sistema aponta o risco de reprovação antes de você protocolar na Energisa Mato Grosso do Sul.